Quando a gestão muda o resultado: o caso do exame prático em Pernambuco
- Marketing Techpark
- 12 de mai.
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O Brasil enfrenta um paradoxo silencioso no sistema de habilitação. Enquanto o número de candidatos que buscam a CNH cresce ano a ano, os dados do Ministério dos Transportes mostram que a taxa de reprovação no exame prático subiu de menos de 2% em 2019 para 6,8% em 2025 na categoria B — um crescimento de mais de três vezes em seis anos.
O cenário é ainda mais revelador quando analisado por estado. O Rio de Janeiro registrou, em 2025, um índice de reprovação de 46,67% na categoria B, enquanto outros estados mantinham taxas mínimas. Essa disparidade regional expõe um problema estrutural: sem padronização, o resultado do exame prático depende mais de onde você mora do que de como você dirige. Vrum
É nesse contexto que os dados do TechPrático em Pernambuco se tornam ainda mais significativos.
O que os números mostram
Desde 2018, o TechPrático opera no Detran de Pernambuco registrando, monitorando e gerindo os exames práticos de direção veicular. Naquele ano, a taxa de aprovação na categoria B era de 38% — menos de quatro em cada dez candidatos passavam. Em 2025, esse índice chegou a 54%.
Uma evolução de 16 pontos percentuais em sete anos. Em volume, foram mais de 144 mil exames realizados apenas em 2025 — mais de quatro vezes o número registrado em 2018, quando pouco mais de 34 mil exames foram aplicados.
O crescimento de volume acompanhado de melhora na aprovação não é trivial. Em geral, quando o número de candidatos sobe, a qualidade da formação tende a cair. Em Pernambuco, o movimento foi o oposto.
O que explica essa diferença
A disparidade entre estados evidencia uma "loteria geográfica" no sistema de habilitação brasileiro. O que muda de um estado para outro não é necessariamente a capacidade dos candidatos — é a consistência do processo avaliativo. A Crítica
No modelo operado pelo TechPrático, cada exame é registrado e rastreável. Os critérios são aplicados de forma padronizada, independentemente do dia, da cidade ou do examinador. A tecnologia não substitui o julgamento humano — ela garante que esse julgamento seja exercido dentro de parâmetros consistentes.
O resultado é um processo mais justo para o candidato e mais confiável para o Detran.
O que isso significa para quem vai tirar a CNH
A Resolução CONTRAN nº 1.020/2025 tenta transformar o exame em algo menos subjetivo, focando na fluidez do trânsito e na segurança. Esse movimento nacional caminha na mesma direção do que o TechPrático já pratica operacionalmente há anos em Pernambuco. AutoPapo
Para o candidato, isso significa uma coisa simples: mais clareza sobre o que é avaliado, mais previsibilidade no processo e mais confiança no resultado.
📌 Dados TechPrático: Relatório de Quantitativo de Exames Práticos 📌 Taxa nacional de reprovação: Ministério dos Transportes via Lei de Acesso à Informação (fev/2026)
📌 Resolução CONTRAN nº 1.020/2025: Diário Oficial da União, dez/2025
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